A Falta de Planejamento 1.

Nos deparamos, atualmente, com um apagão  na área de recursos humanos (rh). Constantemente em conversas informais com grupos de empresários e gestores de rh o que se houve sobre o capital humano é que faltam pessoas qualifificadas no mercado de trabalho.

Esse problema não é local, e sim nacional. Ocorrido pela falta de uma política pública na área educacional que deveria ter sido criada e implantada a pelo menos 20 anos atrás, visando a formação de mão de obra qualificada em vários setores estratégicos, tais como a engenharia, construção civíl e técnicos de diversas áreas.

Poderíamos ter seguido o exemplo dos países do oriente: Coréia do Sul,  Japão e a própria China que implementaram  políticas de formação educacional, iniciando da base (ensino fundamental) e até a formação de doutores e mestres em diversas áreas.

No ínício dessa empreitada, muitos desses países não dispunha de uma base de cientistas e profissionais liberais qualificados.

Acabaram suprindo isso, incentivando sobre forma de bolsas de estudos no exterior, custeadas pelos governos desses países, onde foram enviados  milhares de estudantes  nas décadas de 70 e 80,  para  países em referência educacional(EUA, Europa). O objeto  era de estudarem, e após concluírem seus estudos, retornarem para o seu país de origem, aplicando e multiplicando o conhecimento adquirido.

Essa estratégia ficou bem clara para países como a Coréia do Sul e China,  que  acabaram desenvolvendo uma indústria local que inicialmente era reconhecida mais pela cópia de outros  produtos similares, mas que aos poucos foi se sofisticando, fruto de grandes investimentos em P&D (pesquisa e desenvolvimento), traduzindo em um aumento expressivo de exportações de produtos de alto valor agregado e o fortalecimento de suas indústrias locais ( kia, Hunday, Samsung, Chery, Foxconn, etc..)

O Brasil, só agora começou a acordar o quanto é estratégico formar pessoas qualificadas, pois com as grandes obras de infra-estrutura (PAC) , ´Pré Sal, Copa do Mundo, somado ao aquecimento da economia interna e e posterior as Olímpíadas-  houve um aumento na demanda de  profissionais  de diversas áreas: engenheiros, mestre de obras, técnicos, eletrecistas, operários da construção civil, etc.

Como não houve um planejamento, o que se vê são: elevação dos salários pagos, a importação de mão de obra de outros países, o aumento da troca de emprego.

Nem tudo está perdido, pois ao análisar sobre outro enquadramento, temos um “mar” de oportunidades para os jovens que hoje saem do ensino médio e não sabem que carreira seguir.

Volterei a discutir sobre essas possibilidades.

Por

Sandro Bordoni.